O bote internacional de 12 pés
O bote internacional de 12 pés
Em 1913 na Inglaterra, pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial um pequeno clube de entusiastas de vela solicitou um projeto que atendesse aos seguintes requisitos: comprimento de 12′, boca de 4′8″ e uma única vela de 100 pés quadrados sem talas; deveria ser um barco bom para remar e que servisse como uma boa embarcação à vela, adequada como um bote para barcos maiores. O projeto vencedor foi enviado por um designer amador chamado George Cockshott (1875–1952). Oito dos primeiros BRA de 12 pés, como eram conhecidos na época, foram construídos pelo Shepherd's Boat Yard em Bowness.
A popularidade do design espalhou-se
rapidamente. Em 1914, oito barcos se apresentaram no início de uma corrida em
Karachi, depois na Índia, Bélgica e Holanda adotaram o BRA 12’ com grande
entusiasmo. O desenvolvimento da classe na Inglaterra foi restringido durante a
guerra, mas na Holanda neutra a classe floresceu e no final da Primeira Guerra
Mundial havia cerca de 140 desses pequenos barcos navegando por lá.
Nas olimpíadas seguintes os botes de 12 pés continuaram competindo até o ano de 1964, depois disso sua popularidade foi declinando, apesar disso muitos países mantiveram associações ativas da classe e foram atualizando as regras conforme as necessidades dos associados. Os holandeses mudaram suas regras para melhorar a segurança e a facilidade de manuseio do barco: eles permitiram auto-esvaziadores, “o burro”, furos de drenagem de popa e insistiram em usar as bolsas de flutuação. Na Itália, a Associazone Italiana Classe Dinghy 12’ era muito mais progressiva, permitindo mastros e retrancas de alumínio, leme articulado, construção em compensado e o horror dos horrores, cascos de fibra de vidro. Holanda, Itália e o Japão é o atual centro da classe também há flotilhas na Alemanha, Eslovênia, Suíça, Lituânia, França e Turquia. Nos últimos anos, novos barcos foram construídos no Canadá, Argentina, Extremo Oriente, EUA e Brasil.
Não é preciso grandes habilidades atléticas para velejar com o
bote, qualquer pessoa é capaz de navegar seja passeando ou competindo, em
ventos fracos o barco é ótimo para navegar em solitário, em regatas é permitido
no máximo dois tripulantes.
A classe vem sendo adotada no Brasil, alguns exemplares já estão
navegando outros estão sendo construídos, a tendência é que assim como em
outros países o bote também se popularize entre os brasileiros.
Imagino que ao projetar este bote em meados de 1913 nem passou
na cabeça de George Cockshott que depois de 100 anos o seu bote de 12 pés teria
mais de 2300 registros só na Itália, mais de 900 na Holanda e que seria adotado
em vários outros países.








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